## O que faz um vinho ser espumante?
Todo vinho que contém **dióxido de carbono (CO₂) em quantidade suficiente para criar pressão e bolhas** é um espumante. A diferença entre os tipos está em **onde é produzido**, **com quais uvas** e **qual método de produção** foi utilizado.
## Os principais métodos de produção
**Método Tradicional (ou Champenoise):** A segunda fermentação acontece dentro da própria garrafa. O vinho fica em contato com as leveduras mortas por meses ou anos, desenvolvendo aromas complexos de brioche, avelã e biscoito. É assim que se fazem o Champagne, o Cava espanhol e os melhores espumantes brasileiros da Serra Gaúcha.
**Método Charmat:** A segunda fermentação acontece em grandes tanques pressurizados, preservando os aromas frutados e florais das uvas. É o método do **Prosecco** italiano e de boa parte dos espumantes brasileiros mais acessíveis.
## O mapa dos espumantes
O **Champagne** (França) é complexo, com notas de brioche e mineral. O **Prosecco** (Itália) é floral, com perfil de pêssego e leveza. O **Cava** (Espanha) é cítrico e amendoado. Os **espumantes brasileiros** da Serra Gaúcha são frescos, tropicais e com excelente custo-benefício.
## O espumante no Love Wine Festival
No contexto do festival, o espumante cumpre três papéis: **abertura** da tarde (as bolhas estimulam o paladar), **harmonização** com frutos do mar (a acidez limpa o paladar a cada garfada) e o **brinde** — aquele momento em que a tarde se transforma em memória.
## Dica prática para o festival
Se você vai ao Love Wine e quer impressionar sem gastar muito, procure pelos **espumantes brasileiros pelo método tradicional** da Serra Gaúcha. Rótulos como Chandon, Miolo Millésime e Cave Geisse oferecem qualidade comparável a muitos Cavas e Crémants europeus.