## Uma origem nobre e acidental
A história da Cabernet Sauvignon começa no século XVII, no Bordeaux francês, como resultado de um cruzamento natural entre a **Cabernet Franc** e a **Sauvignon Blanc**. Sim, a uva tinta mais famosa do mundo tem um pai tinto e uma mãe branca. Essa combinação genética deu origem a uma variedade de casca grossa, resistente a pragas e capaz de se adaptar a climas dos mais variados — do Mediterrâneo ao Chile, de Portugal à Austrália.
No Brasil, a Cabernet Sauvignon encontrou terroir favorável especialmente na **Serra Gaúcha** e no **Vale do São Francisco**, produzindo vinhos que hoje competem com os melhores do mundo.
## O que esperar na taça
Quando você levanta uma taça de Cabernet Sauvignon no Parque do Palácio durante o Love Wine, o que chega primeiro ao nariz é um bouquet intenso: **groselha preta, amora, cedro e um toque de pimentão verde** nos exemplares mais jovens. Com o envelhecimento em carvalho, surgem notas de **baunilha, tabaco, couro e cacau**.
Na boca, a Cabernet é estruturada, com **taninos firmes e acidez equilibrada** — características que a tornam ideal para acompanhar as experiências gastronômicas que o festival oferece.
## Harmonização no festival
No contexto do Love Wine, a Cabernet Sauvignon brilha ao lado de carnes vermelhas grelhadas, queijos curados como parmesão e queijo canastra, e petiscos com cogumelos — a terriosidade do cogumelo dialoga com as notas de cedro do vinho.
## Por que ela é a escolha certa para um festival ao ar livre?
A Cabernet Sauvignon tem uma característica que poucos vinhos possuem: ela **melhora com o tempo na taça**. Ao ar livre, com a temperatura subindo levemente, os aromas se abrem progressivamente — o que significa que cada gole do começo da tarde para o fim do dia é uma experiência diferente.
No Love Wine, onde o tempo passa devagar e cada momento merece ser saboreado, essa uva é mais do que uma escolha — é uma parceira de jornada.